Neste domingo (5), encerraram as comemorações dos 50 anos da chegada dos Focolares ao Brasil. Esse dois dias de festa (sábado e domingo), foi um grande encontro de gerações do movimento, começando pelos primeiros focolarinos até os mais jovens, gen 4. Aqui foi firmado um compromisso e a responsabilidade de continuidade da Obra, iniciada no Brasil há meio século no país.

Todos os focolarinos e as focolarinas presentes subiram no palco para finalizar as comemorações, que contou com experiências, dança, teatro e música. Todos os detalhes da festa podem ser revisto pelo twitter, no www.twitter.com/focolares  e ainda nos post anteriores. Os Focolares agradecem a todos e todas que acompanharam essa grande festa, seja de longe ou de perto!

Por Le Fil Comunicação Digital

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Geilda e Conrado, lado a lado
Foto – Cássio Ciarallo

O surgimento do Movimento dos Focolares contou com a ajuda de muitos outros primeiros focolarinos. É o caso de Geilda e Conrado que agora contam como foi a participação deles na repercussão do carisma da unidade. Geilda teve a vida transformada com a chegada de Marco Teccila e os primeiros focolarinos vindos da Itália. Ela ressalta a importância de se ter Deus na vida e amá-lo. “Não era só amar a Deus, mas amar também aqueles ao meu lado”. 

A espiritualidade do Movimento dos Focolares também pode ser apresentadas a diversas gerações. Conrado, que veio especialmente da Itália para a comemoração dos 50 anos do Movimento dos Focolares, participou da criação do movimento Gen, a geração jovem do Movimento. Inicialmente um grupo musical, os integrantes desse grupo procuravam viver a espiritualidade proposta por Chiara.

Conrado conta que com os jovens começaram a viver uma experiência de unidade. Os focolarinos contam que a vivência plena do Ideal é uma antecipação do paraíso aqui na Terra.

Por Renata Maciel

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Vera Araújo participa da festa
Foto – Cássio Ciarallo

Uma das primeiras focolarinas no Recife, a advogada Vera Araujo, recorda o cenário de transformações sociais e políticas que envolveram a chegada do movimento ao Brasil. Para ela, o Ideal de Chiara “caiu como uma bomba” porque os jovens de então, colocavam suas vidas a serviço da mudança social, mas havia muitos riscos. 

  “Existia a tentação de crer que a única alternativa para a resolução dos problemas era a luta armada. Então, chegam os primeiros focolarinos vindos da Itália, trazendo um Ideal diferente, um evangelho atual que mudava a vida das pessoas e que conquistava”. Fascinada pela relação de amor recíproco vivido entre os primeiros focolarinos, Vera ao poucos foi aderindo ao grupo.

Durante um encontro na Itália, ela sentiu o chamado de deixar tudo e seguir somente a Deus. Depois dessa escolha radical, Vera nunca mais voltou ao Brasil. Dedicando a difusão do movimento especialmente no continente europeu. “Agora, vejo que foram plantadas raízes profundas e muito fortes aqui (Brasil), essas raízes cresceram e as árvores deram frutos”, diz. Vera afirma ainda que espera que essa fraternidade vivida entre nós se espalhe pelo mundo inteiro.
Para expressar todo o orgulho que ela sente pelos brasileiros especificamente pelos recifenses, Vera ressalta as palavras que Chiara que ajudariam nesse desafio: “Recife é a Trento brasileira, portanto o espírito que existia na primeira comunidade do movimento no mundo deve permanecer vivo aqui”.

Por Renata Maciel

Dulce conta sua história 
Darci, José Adolfo e Dulce contam suas histórias
Foto – Otávio Melo

A representante da presidência do movimento no mundo, Darci Rodrigues, e os focolarinos Dulce Amorim e José Adolfo Monteiro recordam como conheceram o Movimento dos Focolares, há 50 anos.

“Se eu descobrir o que torna esses homens e mulheres tão realizados eu também vou me juntar a eles”. Foi o que pensou Darci ao conhecer os primeiros focolarinos que chegaram ao Recife. A focolarina conta que tinha idéias divergentes das do movimento sobre o evangelho, naquela época, e a Igreja. Para ela, o mundo desejado por aquelas pessoas era uma utopia. “Foi então que descobri que eles eram felizes porque possuíam Jesus. O amor mútuo, vivido entre eles, produziu uma revolução em mim”, recorda Darci.

O mesmo ocorreu com José Adolfo Monteiro, que já era casa quando encontrou-se com esse novo estilo de vida, que sugere ações concretas feitas com amor. Ao abraçar o carisma de Chiara, José Adolfo tornou-se o primeiro focolarino casado fora da Europa. “Agora só me resta agradecer a Deus por ter mandado aqueles focolarinos”.

A proposta do Movimento dos Focolares também consegue transforma aquelas pessoas de temperamento forte. É o exemplo da aposentada e focolarina Dulce Amorim. “O mundo e a realidade dos focolarinos eram completamente opostas as minhas”. Contudo, ao conviver com os primeiros focolarinos e focolarinas, Dulce se interessou pelo ideal de caridade e unidade. A partir de então, começou a tentar fazer experiências no cotidiano. Aos poucos, Deus foi tomando conta de toda a vida dela. “Com 89 anos, hoje, depois de 50 anos que conheço o Ideal, eu digo, faria tudo novamente”.

Os três focolarinos, do palco, olham para os cinco mil expectadores, frutos de uma vivência que começou há 50 anos e dizem: “Estar aqui é constatar que as palavras de Jesus são verdadeiras, quem deixar, pai, mãe, campos, receberá o cêntuplo eterno. Vocês são o nosso cêntuplo”.

Por Renata Maciel

Domingo 5/07 

Foto – Otávio Melo

Termina neste domingo (5) a comemoração dos 50 anos do Movimento dos Focolares que acontece no  Chevrolet Hall, no bairro de Salgadinho, em Olinda, Grande Recife. Cinco mil pessoas, oriundas de todo o Brasil, participam da programação cultural. No www.focolares50anos.com.br, o evento está sendo transmitido ao vivo. Os interessados também podem acompanhar a festa pelo www.twitter.com/focolares.

Neste domingo, estarão em foco os primórdios do Movimento no Brasil. Várias coreografias foram montadas para a festa, abordando diversas temáticas relacionadas á vida e desenvolvimento do Movimento. Várias experiências estão sendo contadas.

Por Le Fil Comunicação Digital